"Ìségún não é um livro qualquer [...], o romance pede a nós, os leitores, que paremos tudo e pensemos no agora. É um livro que serve de aviso. Alguma coisa tem acontecido na terra, está acontecendo e continuará a acontecer se nada for feito para alterálo (Marissel Hernandez). Palavra de origem yorubá, Ìségún significa reverência aos antepassados, e não à toa Lu AinZaila toma emprestado seu sentido, que é maior que suas sílabas , para nomear este livro. Nesta novela cyberfunk, acompanhamos Zuhri, detetive do Núcleo de Combate a Crimes de Ordem Ambiental Humana, em sua investigação a respeito do assassinato do Dr. Diop, chefe de pesquisas de biolimpeza industrial da Alphabio Tech. Em meio às tensões espaciais e sociais entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, a detetive Zuhri precisará não só resolver o crime hediondo mas também entender sua conexão com Ayomide, personagem que surge em sua história e lhe traz a certeza de que não está sozinha no mundo, nunca esteve. Ìségún é meu passo além no afrofuturismo à brasileira, no campo da literatura especulativa negra, que mescla entre abebés e ofás pensadores negros e encruzilhadas epistemológicas, literatura periférica e poética social, pessoas negras que entendem o poder contido em suas raízes ou estão a conhecer" (Lu AinZaila).