Este livro apresenta uma análise jurídico-científica sobre a consolidação do direito à
ancestralidade como princípio constitucional no Brasil e examina a interseção entre
direito civil, direito constitucional e direitos humanos.
Além da análise do ordenamento jurídico brasileiro, é apresentado um estudo
comparado de legislações de países como o Canadá, Estados Unidos, a Colômbia e a
África do Sul e seus mecanismos de reconhecimento e reparação histórica. Também
são analisados instrumentos normativos da União Africana, como a Carta Africana
sobre os Direitos Humanos e dos Povos e o Protocolo de Malabo.
A obra está estruturada em seis eixos centrais: a tutela jurídica da ancestralidade
como direito de personalidade; a atuação do STF e os precedentes das cortes de
direitos humanos; o direito comparado e a proteção da identidade étnico-racial em
diferentes jurisdições; os tratados e as declarações internacionais voltadas à
preservação da ancestralidade; e a relação entre os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável da ONU e a segurança jurídica para a efetivação dos direitos étnico-
raciais.
Por meio de um estudo detalhado de julgados nacionais e internacionais, o livro
evidencia a necessidade da proteção dos direitos de identidade, ancestralidade e
personalidade para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
A autora reforça a importância do reconhecimento constitucional da ancestralidade
como um direito fundamental, e de um compromisso internacional do Brasil na
promoção da diversidade cultural e da equidade racial. E, ao abordar a ancestralidade
intercultural sob a ótica do constitucionalismo latino-americano, Cleide Aparecida
Vitorino evidencia a interseção entre diversidade cultural, direitos individuais e
reconhecimento jurídico, demonstrando a necessidade de uma abordagem
interdisciplinar e comparativa para a sua efetivação.