Taísa Machado: O Afrofunk e a Ciência do Rebolado./Org.: FAUSTINI, M.

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A coleção 'Cabeças da Periferia' revela, através de entrevistas, o universo e as ideias de artistas-ativistas, e como seus projetos e ações reinventam os territórios. Em 'Taísa Machado, o Afrofunk e a Ciência do Rebolado', somos apresentados a essa dançarina, professora e escritora, a Chefona Mermo. Esta é a mente sagaz por trás do Afrofunk, uma oficina de dança concebida para descolonizar o corpo feminino. Chefona expõe, ao longo dessas páginas, os princípios de sua Ciência do Rebolado, método desenvolvido a partir de técnicas para soltar os quadris, sobretudo graças a danças da diáspora negra, como funk, twerk e dancehall, entrelaçadas com danças tradicionais africanas e asiáticas, que exploram os movimentos da pelve. Dona de um humor afiado e de um escracho contagiante, poço sem fundo de histórias, ela fala sobre suas investigações acerca do corpo feminino e da dança, do território, do universo dos bailes funk, dos trânsitos pela cidade, do teatro de rua e de sua descoberta do prazer com a escrita. Através da dança, Taísa provoca a consciência corporal, despertando corpos para que atinjam toda sua potência revolucionária. Nesta conversa com Taísa Machado, participaram os comentadores convidados Emílio Domingos, cineasta e pesquisador das periferias cariocas e seus personagens, e Sinara Rúbia, escritora e educadora, e a editora Isabel Diegues.
 
“O meu trabalho, pra quem não sabe, fala que esses são saberes legítimos de mulheres pretas. E que eles podem estar em muitos lugares, no baile funk, no ritual, no twerk da Beyoncé, mas são saberes. E eles têm amplitude: batem na saúde, na espiritualidade, em como você é na sociedade, na cidadania, na coisa social, no ecossistema social.”
- Taísa Machado -
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